Escola Herbert

Em atendimento a reivindicação dos moradores das áreas circunvizinhas do bairro de Santo Amaro, carentes de um atendimento de um ensino formal para suas crianças, a Universidade de Pernambuco fazendo cumprir o seu papel social, fundamentada nos princípios de integração Escola/Comunidade, criou em 1986 a Escola Integração da FESP/ UPE, que a princípio funcionou com turmas de Jardim à quarta série do Ensino de 1º grau, vinculada à Secretaria de Educação do Estado, por meio de convênio específico.
Durante os anos de 1993 e 1994, observações assistemáticas indicaram um alto índice de evasão nas turmas maiores, bem como uma clientela não apropriada ao tipo de trabalho proposto, ou seja, estudantes fora de faixa, com distúrbio de comportamento (de moderado à grave), adolescentes e adultos do curso noturno etc. Tais observações exigiram uma avaliação mais aprofundada e detalhada, cuja conclusão, com clareza, indicou a posição a ser tomada.
Buscando-se nos aspectos acima citados e fortalecidos pela informação comprovada oficialmente de que a comunidade dispunha de outras escolas capazes de suprir as necessidades da clientela, em faixa etária maior, apenas optou-se por direcionar o trabalho da escola para a pré-escola ate a 1ª série. Tal alternativa, colocada em prática a partir de 1999 (com a mudança do ano letivo), possibilitou uma melhora qualitativa no atendimento oferecido aos estudantes, uma vez que a escola sofreu, então, uma mudança radical em sua estrutura técnico-pedagógica.
O trabalho iniciado, nesse período, mostrou-se positivo por meio de dados colhidos posteriormente, com a redução de números de evasão e de repetência, bem como de uma maior participação da família junto à escola.
Em 1997 o ano letivo foi iniciado com 102 (cento e dois) estudantes regularmente matriculados em 5 (cinco) turmas diferentes, ou seja, do Jardim I até a 1ª, contando durante todo o período com a frequência média diária bastante significativa, com índice de evasão e reprovação muito baixos, revelando no resultado final a validade do trabalho realizado.
Em final de 1997 inicio de 1998, a escola encerrou seu vínculo com a Secretaria de Educação do Estado, passando a fazer parte da Rede Municipal de Ensino da cidade do Recife, atendendo a municipalização do Ensino de Educação Infantil e Fundamental até a 4ª série (Ano II Ciclo II). A sistemática de atendimento foi mantida, garantindo a qualidade desejada. Houve apenas um ajuste técnico-administrativo às normas e diretrizes da Secretaria Municipal do Recife que diferem um pouco das normas da SEE/PE. Neste período, a escola funcionou com os professores da PR e uma professora responsável pelo trabalho administrativo e com uma clientela de 138 alunos, obtendo resultados satisfatórios.
Em 1999, através do Decreto nº. 18149 de 10 de fevereiro de 1999, publicado no Diário Oficial de nº 17 (p. 2), em 11 de fevereiro de 1999, a escola passou a ser chamada Escola Municipal Cidadão Herbert de Souza, mediante espaço cedido por meio do convênio da Universidade de Pernambuco, com interferência da Escola Superior de Educação Física de Pernambuco (ESEF). A partir desse decreto, a Escola passou a ter oficialmente uma dirigente, uma vice-dirigente e uma coordenadora pedagógica, refletindo o compromisso da PR com o convênio, visando uma melhor organização do trabalho escolar.
O convênio supracitado estabelece como sendo de competência da PR os técnicos e professores para o desenvolvimento de atividades pedagógicas e administrativas para o processo de educação formal, além do fornecimento de equipamentos, todo material didático, limpeza e de expediente, bem como distribuição da merenda. Destinando ainda pessoal de apoio administrativo e serviços gerais. A UPE compete destinar técnicos e estagiários para o desenvolvimento de Atividades Extraclasse e Natação, numa aplicação dos conhecimentos teóricos universalmente adquiridos, contribuindo para a plena formação do estudante. E ainda garantir atendimentos médicos, odontológicos e psicológicos a todos os estudantes regularmente matriculados.
É papel do professor mediar a construção e a elaboração singular do estudante no trato com o conhecimento, a partir da instalação de conflitos cognitivos que permitam fazer o mesmo avançar em seu desenvolvimento sócio-cognitivo. A avaliação será encarada como o desvelar de possibilidades e de limites, e o ‘erro’, tratado com um novo olhar, prospectivo de construção do acerto. O professor deverá sistematizar e registrar o processo de ensino e de aprendizagem por meio de relatórios, como um guia que referencie a mediação coletiva, as definições metodológicas e os arranjos impostos pelas demandas da classe em geral, e de cada estudante ou grupo de estudantes, em particular.

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